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– Vamos falar de Mateus? Quando nos conhecemos ele tinha vinte anos, tinha vinte aninhos, no alto de seus 1,96m, lourão, lourão, mas era gordo; gordura nunca é problema para um homem de 1,96m, é muita altura para dividir a gordura e além do mais, Mateus também tem o pênis grande e gordo; alugava um quarto na casa do namorado, mas já falávamos por câmera, ele me acompanhava em tudo, filme de surdos-mudos, filme húngaro de três horas, e sempre, mesmo namorando com esse ou aquele, sempre acontecia quando nos encontrávamos, eu percebia que os outros namorados só preenchia o tempo e que, logo eu ia aceitar namorar com ele, até nos lançamentos dos meus livros ele ia! Até ter o trabalho de baixar "Melancholia" do Lav Diaz ele fez para mim, mas pra mim, um namorado não precisa ter "características", precisa ter sinos, e eles precisam bater, eu sabia o tempo todo que ele queria namorar comigo, mas fugia da minha alçada, durante boa parte da nossa amizade, uns dos namorados era quase marido, e ele admitia que era praticamente um “contrato”, um “acordo”, “uma segurança”, e ele até sabia que eu e Mateus transávamos, mas Mateus nunca conseguia emagrecer, e nunca me passou pela cabeça o quando Mateus seria se emagrecessem até que aconteceu a virada de chave; Mateus finalmente conseguiu emagrecer e, um homem bonito e magro de 1,96m chama muita atenção, pior: ele conseguiu um namorado bonito como um esquilo, monogâmico como um cachorro de rebanho de ovelhas, Mateus não foi ao lançamento do meu próximo livro, sequer o encomendou, o que me fez maquinar que ele só foi aos outros para me agradar, pior: Mateus usou um motivo banal para terminar a nossa amizade, o pensamento era que "Agora que eu sou magro, tô magro pra caralho, tenho um namorado gato pra caralho, eu preciso do Hugo pra quê?"; o problema não era ele ter um relacionamento monogâmico e que não íamos mais transar, a questão foi, "Quando eu era gordo, eu não servia para namorar, agora é o Hugo que não serve para namorar, e quer saber? Agora nem pra ser meu amigo o Hugo serve"
– Vamos falar de João? Em determinados momentos as coisas estão calmas, de repente ele começa a gritar, pelos motivos mais banais possíveis; na segunda-feira Hugo Guimarães recreats Sepultura's "Rattamahatta" Baibouk garagym faveelah, baibouk garagym faveelah Fiubengah mehlouk booukadah, fiubengah mehlouk Boukadah! maloca bocada Mehlouk bookadah fiubengah, meehlouk boukadah Fiubengah, , po rrah Faveelah garagym baibouk, faveelah garagym baibouk Poh rrah... un, dos, trees, quatrou! Zee dou caixa-o, zambai, lamp-ao Zee do kaysh-ao, zombie, lamp-ao Zee do kaysh-ao, zombie, lamp-ao Hello uptown, hello downtown Hello midtown, hello Trinny town Ratamahatta, ratamahatta, ratamahatta, ratamahatta, ratamahatta (hello) Ratamahatta, ratamahatta, ratamahatta, ratamahatta, ratamahatta (hello) Ratamahatta, ratamahatta, ratamahatta, ratamahatta, ratamahatta (hello) Ratamahatta, ratamahatta, ratamahatta, ratamahatta, ratamahatta (hello) Ratamahatta, ratamahatta, ratamahatta, ratamahatta, ratamahatta (hello) Ratamahatta Ratamahatta Ratamahatta Ratamahatta Hello uptown, hello midtown Hello downtown Hello midtown (Hello) ratamahatta, ratamahatta, ratamahatta (Hello) ratamahatta, ratamahatta, ratamahatta (Hello) ratamahatta, ratamahatta, ratamahatta Vamos falar de João? Em determinados momentos as coisas estão calmas, de repente ele começa a gritar, pelos motivos mais banais possíveis; aos setenta e seis já virou criança, descobriu que eu odeio quando ele canta, e desde então, canta o dia todo, e não canta baixo e sim, eu herdei dele a bipolaridade, é o máximo que ele vai me deixar, eu e a minha mãe estamos certos que ele precisa de um psiquiatra, de tomar estabilizador de humor, mas ele jamais aceitaria, ele não acredita em psiquiatria, ele diz que esses médicos inventam essas doenças para vender remédios e eu, nunca estive doente coisa nenhuma, que eu sou um vagabundo que não gosta de trabalhar e gosta de deitar no sofá para assistir televisão, eu queria que ele soubesse a tortura que é dividir os tetos com ele, nunca leu um livro de literatura na vida, certa vez disse na minha cara "eu acho os seus livros um lixo", acha meus livros ruins, mas lê Lair Ribeiro, não é? O mesmo que dá palestras para pessoas ricas ficarem mais ricas, minha tia avó (que é rica), que falou do tal Lair, ficou sim rica, e após todos esses anos, João continua pobre, por dentro e por fora, arrogante, grosseiro, e acha que entende de assuntos que não entende
– Vamos falar da reparação?
– Reparação de parede?
– Não
– Reparação de santo de gesso?
– Não
– E então?
– Reparação de injustiças!
– Ah, entendo...
– Entende seu rabo!
– (...)
– Pois então, ainda não inventaram algoritmo para isso
– Para quê?
– Para identificar um perfil falso na rede de computadores antes mesmo que eles existam! – Será possível?
– Sim, será, só não sabemos quando, onde, de que forma, de que cor e com quantos svarovskys; é assim que se escreve?
– Olha no chatgpt, homem!
– Nem morto! Se houvesse uma votação em que todos os cidadãos do mundo votassem em uma guerra permanente entre os Estados Unidos e a China, eu votaria nos Estados Unidos, é claro! Se eu precisar fazer uma consulta idiota como essa, eu uso o AI do Google, é a mesma coisa!
– O que isso tem ver com a injustiça, afinal?
– Lá estava eu novamente feito um imbecil em aplicativo para homens gays encontrarem outros homens gays para transarem ou para brigarem, esses plurais estão certos? Consulte aí no AI do Google pra mim, e então, nebulosamente apareceu um perfil fake com o intuito de passar com uma britadeira sobre a minha autoestima;
– Mas que horror! E com que intuito?
–Vou lá saber? Bom, o perfil, pela distância exata, estava em Madrid, porém, não deve ser difícil criar um perfil com uma localização falsa; cheguei em duas pessoas, o meu primeiro namorado, que era um psicopata, e minha ex amiga, já que ela mesma me deu um 'unfriend', ainda bem que não publiquei o texto descascando os dois, pois se tratava do tortinho, que vive "pela metade" e vive arrotando por aí que foi para Londres lavar pratos, mas se achava a rainha Elizabeth
– Vamos falar de gente que não existe?
– Vamos falar sobre ressocialização? Quando Fernando Haddad Maia foi prefeito de São Paulo, ele criou um programa para dar emprego aos cracudos; a imprensa foi lá e perguntou à uma mulher
– O que você vai comprar com o seu primeiro salário?
– Um desodorante, uma sainha de dez reais linda que eu vi e uma pedra da boa!
– Vamos falar da vida pela metade? Mas só pra escrever o texto inteiro...
– Vamos falar sobre deus? Deus não existe, tem gente demais no mundo, cada um que se resolva, cada um que se perdoe!
xoxo
– (...)
– Pois então, ainda não inventaram algoritmo para isso
– Para quê?
– Para identificar um perfil falso na rede de computadores antes mesmo que eles existam! – Será possível?
– Sim, será, só não sabemos quando, onde, de que forma, de que cor e com quantos svarovskys; é assim que se escreve?
– Olha no c

















