7 de mar de 2011

MAIS ESTRANHO QUE O PARAÍSO


vício de má tradução. é o que santiago nazarian disse sobre a palabra 'estúpido' que costumamos relacionar á tolice, e não á grosseria no nosso estimado país. acabo de assistir 'stranger than paradise' do jim jarmusch em dvd. traduziram o título como 'estranhos no paraíso', e não 'mais estranho que o paraíso' como deveria ser. sabe quem fez isso, santiago?

este dvd estava há algumas semanas encima do meu rack. ele não cabe entre os livros e não posso colocá-lo junto com a coleção de filmes de terror. não pude pensar em outro lugar para colocá-lo pois tive dias bastante cansativos. é como o chefe diz: 'gozar os dias de folga'. faz sentido usar essa palavra, pois nos dias de trabalho não se goza, só se trabalha.

carnaval. onde está a carne? pegue a carne, segure, agarre, mas pegue a carne, agora ! esse é meu 'dick vigarista' na internet, saca? mas detesto conhecer gente nova.
não sobrou mais nada para fazer depois que as filmagens do meu curta metragem 'amy' foram canceladas por tempo indeterminado. isso porque a ajuda alheia é algo que sempre não posso contar. decidi que vou filmá-lo sozinho no inverno. não posso segurar a câmera, mas algum objeto pode sustentá-la.

plano b: pegar, segurar, agarrar a carne. ou simplesmente passar o feriado inteirinho comendo pringles de creme de cebola e bebendo coca cola, o que parece um paraíso. mais ainda com a ausência dos meus pais que tomaram um vôo para o 'paraíso' do carnaval paraibano. ontem mamãe me ligou para saber como eu fiquei. ela disse que está fazendo 35 graus. aqui em são paulo está frio, e o chuveiro não está esquentando.

lá estão os húngaros bela e eva atravessando os estados unidos tentando viver o 'sonho americano', mas as paisagens são decadentes e tudo dá errado. aqui também, fellas: sujei a casa toda e minha gata siamesa ainda tenta capturar o logo da samsung que fica flutuando na tela na tv quando o filme acaba. ela ainda tenta pular sobre o teclado do computador para apagar o que eu estou escrevendo. eu disse 'vá dormir, lebedeva. você já apagou um texto meu antes, e não vou tolerar que faça isso de novo'.
talvez ela esteja certa, escrever não é bom.

mas... eu ainda posso escrever. ela não.

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