17 de jun. de 2011

SONHOS

quando cheguei a sua casa, você estava com a cara esporrada, na semana passada. você chorava, disse que o cara que você acabou de trepar, tinha te batido e ido embora.

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o mais importante não são as cordas verticais ou não do piano. nem o som. mas a parede pintada de vermelho atrás dele. e o silêncio. "sonhos"

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gustavo camaroto finalmente me pegou. fiquei tão surpreso como ser pego por uma bola de voleibol, uma pedrada. as coxas logo acima do joelho, estão bem duras. os braços estão bem duros. os dele. fomos ao extremo da plataforma da estação de trem, lá poderia acontecer sexo oral. mas as cadeiras estavam todas molhadas pela chuva. e dez pessoas nos olhavam. o interior do trem também estava molhado. o deixei e disse 'te vejo em 10 minutos', fui ao shopping center. olhei mesas com pessoas desinteressantes. tirei o filé de peixe de dentro de um sanduíche e saí andando comendo ele com as mãos. nunca mais vi o gustavo camaroto.

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pessoas me desconstróem na terra. pessoas me amaldiçoam e no final a minha casa cái como em 'a queda da casa de usher' do poe. não consigo esquecer. e não consigo perdoar. já comentei sobre minha rotisserie no inferno, não? ( no inferno, onde todas as pessoas que já me fizeram mau trabalhariam, me servindo carboidrato e massageando meus pés ). pois sim, meus funcionários estão crescendo, e a presença extrema de carboidrato está sendo até secundária. "sonhos"

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agradeçemos muito a você, mas nós dois sabemos que você é um bosta. volte aqui em agosto.

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não vou voltar nunca mais. "sonhos"

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